Esse post é só uma atualização de um outro, publicado aqui mesmo no blog. A expressão "Tô Bege", já adotada por muitos e modificada por outros - Tô bege perolado - acaba de receber uma atualização.
O "Tô bege", a meu ver, ganhou popularidade pela fonética e pela pouca utlização da cor e do seu nome. Quantas pessoas já disseram ter algo bege a você? Todas dizem cáqui, "cor de burro fugido" ou similares. Pra dizer que estou chocado, pasmo, boquiaberto, o tô bege já esteve na boca do povo.
Hoje, o mesmo significado é expresso na forma Tô Barbie na Caixa. E por que será?
Deixo a imagem como resposta. Até o próximo post.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Para de show
Tem gente que adora mesmo chamar a atenção e causar um frisson, né? Volta e meia, algum amigo ou amiga resolve dar um showzinho para ser o centro das atenções.
Para esses momentos - e outros similares - você pode soltar um:
Para de show porque a Xuxa é loura, tá?
Vai por mim: ele(a) vai entender numa boa.
Estive sumido do blog (inativo) por muito tempo....e bota tempo nisso, hein? 2 anos, nossa!!
Mas vou tentar ser mais assíduo agora por aqui.
Foram muitos pedidos de retorno e eu preciso continuar catalogando tantas expressões tão bacanas.
Até a próxima.
Para esses momentos - e outros similares - você pode soltar um:
Para de show porque a Xuxa é loura, tá?
Vai por mim: ele(a) vai entender numa boa.
Estive sumido do blog (inativo) por muito tempo....e bota tempo nisso, hein? 2 anos, nossa!!
Mas vou tentar ser mais assíduo agora por aqui.
Foram muitos pedidos de retorno e eu preciso continuar catalogando tantas expressões tão bacanas.
Até a próxima.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Esfregou o sutiã na minha cara

Você também já deve ter passado por isso.
Em determinadas situações, alguém chega e surpreende você com algum objeto, comentário, emoção ou algo parecido que arrasa (positivamente!) pela aparência ou qualidade.
Para ficar mais claro o que digo, vou dar um exemplo:
Você está todo feliz porque conseguiu comprar aquele mp3 que tanto sonhava e há tempos vinha economizando para adquiri-lo, quando o seu vizinho, amigo ou parente chega e te mostra o Ipod que ele acabou de comprar.
É por essas e outras que neste momento o melhor a dizer é:
Nossaaa!!! Agora você esfregou o sutiã na minha cara.
Não sei de onde a expressão veio, mas me diverti muito quando a ouvi pela primeira vez.
Afinal, eu e você também teremos momentos quando esfregaremos o sutiã na cara dos amigos, não é mesmo?
Eu já o fiz algumas vezes, mesmo nunca tendo usado a peça íntima...
Tô bege!

Nada mais sonoro e impactante que a expressão "Tô bege!".
Utilizada no sentido de "estou pasmo, chocado, abobalhado..." e por aí vai, a expressão caiu no gosto popular e hoje pode ser ouvida em algumas rodas de amigos.
Vale lembrar que a expressão já sofre adaptações e a melhor delas, pra mim, é:
Tô bege perolado!
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Pode cuspir porque eu sou inoxidável!

Sabe aquela situação quando acontece uma discussão e você, depois de perder completamente qualquer sentido de razão ou juízo, apela pela falta de argumentos? Aí começa uma série de provocações e você fica ali, teso, imóvel, para não deixar o outro perceber que o que ele(a) está berrando, você finge não ouvir. . .
Eu até escuto um lá lá lá de fundo musical nesta cena narrada.
Pois bem! Esta é uma situação que eu procurava descrever em palavras ou expressões e, um dia, ouvi esta que se encaixou perfeitamente, igual a dedo no nariz!
Pode cuspir porque eu sou inoxidável!
É perfeito, né?
Uma nova forma de dizer "o que vem de baixo não me atinge", só que de uma maneira mais criativa!
Ai ai... o maravilhoso mundo das palavras!
Eu até escuto um lá lá lá de fundo musical nesta cena narrada.
Pois bem! Esta é uma situação que eu procurava descrever em palavras ou expressões e, um dia, ouvi esta que se encaixou perfeitamente, igual a dedo no nariz!
Pode cuspir porque eu sou inoxidável!
É perfeito, né?
Uma nova forma de dizer "o que vem de baixo não me atinge", só que de uma maneira mais criativa!
Ai ai... o maravilhoso mundo das palavras!
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
O difícil diagnóstico
O caso que vou narrar é verídico e aconteceu numa cidade do interior de Minas, mais precisamente na casa de meus pais.
Terezinha era uma ótima empregada. Arrumava, lavava, passava e cozinhava muito bem, além de ser de total confiança. De boa índole, íntegra de caráter...Terezinha era perfeita. Não tinha defeitos.
Após algum tempo já em nossa casa - Terezinha permaneceu muitos anos conosco, se desligando da gente apenas quando se casou - ela começou a apresentar um quadro clínico muito específico. De tempos em tempos, Terezinha enrijecia os músculos e o corpo, emitia uns grunhidos e parecia que entrava em transe.
Preocupados com o desenrolar dos episódios que começaram a se suceder, meu pai chamou um médico, amigo da família.
Naquele dia Terezinha estava "em transe" havia horas e nada a retirava daquele quadro. Dr Mafran chegou e pediu para ver a moça. Meu pai o conduziu pela casa até o quarto dela. Terezinha era solteira e nunca tínhamos visto ou ouvido qualquer comentário sobre paqueras ou namorados. Nos retiramos do quarto e, algum tempo depois, o médico saía dos aposentos da "moribunda". Fomos ansiosos ao seu encontro para saber de que mal a moça sofria.
Dr Mafran, fechando sua maleta médica, calmamente nos disse:
- Esta moça não tem nada. A única patologia que detectei foi que ela está com "Strec mod omi".
Perplexos, não conseguíamos entender o que se passava com a coitada. Seria uma nova doença? Era contagiosa? Qual seria o tratamento? As dúvidas ecoavam de nossas bocas. Afinal, como deveríamos proceder para que a moça ficasse boa logo?
Foi quando vi uma risadinha de canto de boca do Dr Mafran. Ele percebera nosso semblante de preocupação e foi logo nos tranquilizando. Terezinha sofria de um mal: o mal de nunca ter tido um homem em sua vida. Ela entrava em crise porque estava histérica. Histérica por causa de homem. Logo entendi que o Strec mod omi dela tinha um remédio: Terezinha precisava arrumar um namorado urgentemente.
Terezinha era uma ótima empregada. Arrumava, lavava, passava e cozinhava muito bem, além de ser de total confiança. De boa índole, íntegra de caráter...Terezinha era perfeita. Não tinha defeitos.
Após algum tempo já em nossa casa - Terezinha permaneceu muitos anos conosco, se desligando da gente apenas quando se casou - ela começou a apresentar um quadro clínico muito específico. De tempos em tempos, Terezinha enrijecia os músculos e o corpo, emitia uns grunhidos e parecia que entrava em transe.
Preocupados com o desenrolar dos episódios que começaram a se suceder, meu pai chamou um médico, amigo da família.
Naquele dia Terezinha estava "em transe" havia horas e nada a retirava daquele quadro. Dr Mafran chegou e pediu para ver a moça. Meu pai o conduziu pela casa até o quarto dela. Terezinha era solteira e nunca tínhamos visto ou ouvido qualquer comentário sobre paqueras ou namorados. Nos retiramos do quarto e, algum tempo depois, o médico saía dos aposentos da "moribunda". Fomos ansiosos ao seu encontro para saber de que mal a moça sofria.
Dr Mafran, fechando sua maleta médica, calmamente nos disse:
- Esta moça não tem nada. A única patologia que detectei foi que ela está com "Strec mod omi".
Perplexos, não conseguíamos entender o que se passava com a coitada. Seria uma nova doença? Era contagiosa? Qual seria o tratamento? As dúvidas ecoavam de nossas bocas. Afinal, como deveríamos proceder para que a moça ficasse boa logo?
Foi quando vi uma risadinha de canto de boca do Dr Mafran. Ele percebera nosso semblante de preocupação e foi logo nos tranquilizando. Terezinha sofria de um mal: o mal de nunca ter tido um homem em sua vida. Ela entrava em crise porque estava histérica. Histérica por causa de homem. Logo entendi que o Strec mod omi dela tinha um remédio: Terezinha precisava arrumar um namorado urgentemente.
A peruca que voou

Engraçado como as pessoas utilizam, reorganizam e dão novo sentido a um conjunto de palavras. É o que acontece com a expressão "minha peruca voou".
Escutei o termo pela primeira vez numa conversa com uma amiga que trabalhava em uma rádio local. Era um programa de madrugada que ela e um amigo faziam, com a participação dos ouvintes. E havia um travesti que sempre ligava e acompanhava todas as discussões que ali rolavam.
Num desses dias, ele(a)(?) ligou novamente porque estava acompanhando o programa e se assustou com um fato ocorrido. Foi quando ele(a)(?) soltou a pérola: "gente, minha peruca voou agora". Após o riso geral, a expressão ficou registrada e passou a ser adotada com o sentido de levar um susto, se indignar com alguma coisa.
O melhor é quando alguém careca fala a expressão...dá pra imaginar a cara de bobo de quem ouve e não entende o que se passa. Só resta então lamentar com o coitado a perda dos falsos cabelos.
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